Babosa: o poder regenerador da natureza em forma de planta

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GETI-FITO – Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional de Plantas Medicinais e Fitoterapia; Associação Nova Essência.

12/2/20252 min read

Babosa: o poder regenerador da natureza em forma de planta

Nome científico: Aloe vera sinonímia A. barbadensis - Família: Asphodelaceae

Origem e descrição botânica: O gênero Aloe possui mais de 400 espécies. De origem africana. Seu nome provém do hebraico “halal” ou do arábico “alloeh”, que significa substância amarga, brilhante; “vera” vem do latim, que significa verdadeira. Planta de aproximadamente 60cm de altura, folhas suculentas, dispostas em rosetas, lanceoladas com dentes espinhosos nas margens, no interior tecido mole e viscoso, caule curto achatado e grosso. Flores hermafroditas, tubulosas, dispostas em racemos terminais de cor avermelhada, alaranjada ou amarelada.

A babosa (Aloe vera), também conhecida como Aloe barbadensis, é uma planta suculenta de origem africana, famosa há séculos por suas propriedades medicinais e cosméticas.Se você busca integrar plantas medicinais por saberes tradicionais e científicos, continue lendo.

A seguir, apresentamos um conteúdo elaborado pelo GETI-FITO (Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional de Plantas Medicinais e Fitoterapia), com informações validadas por importantes obras e profissionais da área.

Nomes populares: Babosa

Princípios ativos

  • Antraquinonas (aloína e emodina), enzimas, aminoácidos, vitaminas, sais, mucilagens; barbaloína (20%)

Parte utilizada: polpa das folhas (gel transparente)

Uso medicinal

lesões de pele: queimaduras, psoríase, eczema, úlceras de estase, erisipela, acne, picada de inseto, escaras de decúbito pois é anti-inflamatória, emoliente, demulcente e umectante - devido a mucilagem; cicatrizante – aloeferom - regenerador de tecido e refrescante; seborreia e queda de cabelo. Abranda os efeitos colaterais da radio e da quimioterapia.

Sistema osteoarticular: antiartrítico, analgésico na fibromialgia, entorses e contusões, traumas, bursites

Sistema digestório: Boca - analgésica e antisséptica de úlceras orai; na constipação intestinal - ação purgativa e laxante – aloina (gel amarelo entre a casca e o gel transparente da folha)

Formas de preparo

Uso interno

Uso externo: Gel mucilaginoso fresco ou Creme 25%

OBS: Seus princípios ativos são muito instáveis, principalmente a atividade antimicrobiana quando usado “in natura”.

Colher principalmente após a floração e deixar 7 dias sem irrigação antes de colher.

Contra-indicações:

Uso interno na gravidez (estimula contrações uterinas), aleitamento (efeito laxativo na criança), durante menstruação, varizes, hemorróidas, afecções renais, enterocolites, apendicites, prostatites, cistites e desinterias.

Fontes consultadas

  • LORENZI, H., MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2ª ed. Nova Odessa-SP. 2008.

  • TESKE, M.; TRENTINI, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. 3ª edição, abril de 1997.

  • FITOTERAPIA BRASIL –https://fitoterapiabrasil.com.br

Elaboração

  • GETI-FITO – Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional de Plantas Medicinais e Fitoterapia

  • Associação Nova Essência.

Efeitos colaterais:

Hipocalemia, diminuição da sensibilidade do intestino. Em altas doses pode provocar hipotensão, hipotermia, nefrite e surgimento de hemorróidas. Não deve ser utilizado internamente em crianças. Sabe-se que 8 gramas do pó pode até levar a morte. Ainda tem incompatibilidade com tanino, ferro, mentol, timol e fenol. Cuidados devem ser tomados para não rasgar a casca verde, que pode contaminar o gel com exsudato de folha, de coloração amarelada e rica em heterosídeos antracênicos.