Capim-limão: o aroma cítrico que acalma e cura
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GETI-FITO – Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional de Plantas Medicinais e Fitoterapia; Associação Nova Essência.
11/10/20253 min read


Capim-limão: o aroma cítrico que acalma e cura
Sinonímia botânica: Andropogon citratus
Nomenclatura popular: capim-santo, capim-limão, capim cidreira, capim-cidrão
Origem e descrição botânica: Originária da Índia. É uma planta perene, forma touceira compacta e robusta, com até 2 m de altura; rizoma curto; folhas lineares, alternas, simples, eretas, bordas lisas, cortantes, nervura central saliente, recoberta com fina camada de cera esbranquiçada; as flores reúnem-se em racemos em forma de espiga. Propagação por divisão de touceiras (40 a 80 mudas/touceira). Planta de clima quente, úmido e sol aberto. Solos com boa drenagem. Susceptível a geadas. Plantio o ano todo em regiões quentes sem déficit hídrico. Espaçamento de 1,0x0,5m. Exigência de 2500 a 2800mm/ano. Poda da área foliar no início do outono para evitar ferrugem nas folhas no inverno. Colheita de 6 a 8 meses após plantio e 3 a 4 vezes ao ano. Produtividade média de 7,5 ton/ha. Lavoura com duração de 3 a 5 anos. Rendimento de óleo essencial: 0,7 a 1,2%
O capim-limão (Cymbopogon citratus), conhecido também como capim-santo ou capim-cidreira, é uma planta aromática perene originária da Índia, que forma touceiras robustas de até 2 metros de altura. Suas folhas lineares e cortantes possuem um aroma cítrico intenso, extraído principalmente na forma de óleo essencial (rendimento de 0,7 a 1,2%).
Se você busca integrar plantas medicinais por saberes tradicionais e científicos, continue lendo.
A seguir, apresentamos um conteúdo elaborado pelo GETI-FITO (Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional de Plantas Medicinais e Fitoterapia), com informações validadas por importantes obras e profissionais da área.
Nomenclatura botânica: Cymbopogon citratus (DC.) Stapf - Família: Poaceae
Princípios ativos e ação
constituídos principalmente de óleos essenciais compostos por citral (75 a 95%) - responsável pelo odor de limão, com ação calmante, anti-espasmódica, anti-séptica, antifúngica, antimicrobiana e inseticida. O citral é uma mistura de geranial com neral e seus isômeros. Possui ainda no óleo mirceno (ação analgésica). Contém flavonóides, ácidos, alcalóides, saponinas, álcoois (cimeropogonol e cimpogonol).
Parte utilizada: folhas
Uso medicinal
Sistema circulatório: hipotensora
Sistema Nervoso Central: ansiedade, tensão nervosa, cefaléia tensional;
Aparelho Digestório: flatulência, cólica intestinal, candidíase oral (uso de prótese dentária).
Aparelho Reprodutor: cólicas uterinas, candidíase; estimula produção de leite (galactogogo);
Pele: micoses de pele, pediculose (piolho), escabiose (sarna).


Formas de preparo e posologia
Uso interno
Uso interno: Chá Infusão: para meio litro de água fervente acrescentar 3 colheres (sopa) da folha seca (dobrar a quantidade se usar folhas verdes). Tomar 1 xícara (chá) de 3 a 5 vezes ao dia.
TOXICIDADE E CONTRA-INDICAÇÃO:
Contra indicações: Não deve ser utilizado por pessoas com afecções cardíacas, renais, hepáticas, ou portadores de doenças crônicas.
Efeitos adversos e Observações: planta desprovida de ação tóxica. Nos casos de superdosagem, pode causar hipocinesias, ataxias, bradicardias e bradipneias, sedação excessiva e diarréia. Doses elevadas podem provocar queda da pressão arterial e causar desmaios
Fontes consultadas
Fonte: Curso de Fitoterapia Aplicada/USP; Formulário de Fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira 2ª. Ed. 2021. LORENZI, H. & MATOS, F.J..A. Plantas Med. No Brasil Nativas e Exóticas. 2008. Elaboração: GETI-FITO (Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional)
Elaboração


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